Metodologia

O processo de desenvolvimento e elaboração do plano diretor deverá envolver atores diversos da comunidade acadêmica, tendo em vista sua sustentabilidade pela inclusão comunitária e pelo comprometimento institucional. Isso trará legitimidade ao plano e é de suma importância para que a Reitoria execute as estratégias nele definidas para garantir que a comunidade acadêmica realize as diretrizes e princípios estabelecidos. 

Conheça as fases:

Fase 1 – Estruturação do processo

A fase 1, de estruturação do processo, compreende o início das atividades do Comitê Técnico, a definição da metodologia, do plano de trabalho e dos princípios norteadores. Além disso, nessa fase serão produzidos os insumos necessários para embasar o início das discussões dos grupos temáticos.

Fase 2 – Análise e síntese da situação atual dos campi da UFRJ

A fase 2 marca o início da comunicação e do debate com a comunidade acadêmica e da atuação dos grupos temáticos. Para esta fase, espera-se que os atores envolvidos produzam um diagnóstico apontando vulnerabilidades, pontos a aprimorar e aspectos que necessitam ser observados e que não foram contemplados no Plano anterior, bem como a descrição das necessidades atuais que devem ser objeto de atenção no novo Plano. Em outras palavras, espera-se que produzam análises e sínteses da situação atual dos campi.

Entendemos como análises o exercício intelectual de partir de premissas e buscar abstrair e compreender a realidade através de múltiplos olhares e temas. Esse processo de compreensão pode ser desenvolvido através de traduções gráficas, estatísticas ou textuais, como desenhos, mapas, diagramas, dados estatísticos. As análises permitem a definição dos problemas e oportunidades (síntese). Nesse sentido, sínteses partem das análises e permitem apontar problemas e potencialidades. Do ponto de vista metodológico, é possível aproximar-se da síntese através da elaboração de quadros FOFA (Forças e Fraquezas > Oportunidades e Ameaças)

Fase 3 – Diretrizes e estratégias para os campi da UFRJ

A fase 3 continua a dinâmica iniciada na fase 2 pelos grupos temáticos. Partindo do diagnóstico consolidado na fase anterior, estabelece diretrizes e estratégias para os campi, através da elaboração de propostas que considerem a sua viabilidade econômica e financeira e o novo normal pós-pandemia.

Entendemos como diretrizes respostas objetivas aos problemas e oportunidades definidos na etapa de síntese. São enunciados que definem metas, objetivos e limites capazes de superar, resolver ou potencializar as sentenças definidas na etapa de síntese. Por fim, estratégias são o conjunto de soluções que pressupõe a espacialização das diretrizes sobre o território analisado. 

Fase 4 – Elaboração do Plano Diretor

Esta fase terá como objetivo a articulação e pactuação das propostas elaboradas na etapa 3 – Diretrizes e Estratégias. A produção de material técnico desta fase ficará a cargo das três comissões técnicas (Urbanismo e Meio Ambiente, Viabilidade jurídica e econômica e  Metodologia, planejamento, comunicação e divulgação) com supervisão dos demais membros do Comitê Técnico do Plano Diretor.

Fase 5 – Implementação, monitoramento e revisões

A implementação do Plano Diretor e a adesão às diretrizes estabelecidas dependem diretamente da utilização bem sucedida das ferramentas de participação e transparência. O monitoramento do Plano Diretor será referenciado nos parâmetros urbanos gerais e indicadores propostos. Poderá ser desenvolvido de forma articulada com o monitoramento da implementação do Plano de Desenvolvimento Institucional e do Plano de Desenvolvimento Ambiental. As revisões do Plano Diretor 2030 deverão ocorrer a cada 3 (três) anos e deverão ser acompanhadas pelo Comitê Técnico, que serão novamente convocado pela Reitoria a cada nova revisão. O Plano Diretor 2030 poderá ser revisto para ajustes e complementações, desde que justificados, e para inclusão de propostas para os outros campi não contemplados na versão original.